Os ETFs mais populares do Brasil e como escolher o certo para o seu perfil

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Os ETFs mais populares do Brasil oferecem uma das formas mais simples e eficientes de investir na bolsa de valores. No entanto, com dezenas de opções disponíveis na B3 em 2026, muitos iniciantes ficam paralisados na hora de escolher qual ETF comprar primeiro. Afinal, qual é o melhor: o BOVA11, que investe nas maiores empresas brasileiras, ou o IVVB11, que dá acesso ao mercado americano? E o que são todos aqueles outros códigos com números e letras que aparecem na lista?

Neste guia completo, vamos apresentar os principais ETFs disponíveis no Brasil, explicar como cada um funciona, comparar taxas e estratégias, e mostrar como você pode escolher o mais adequado para o seu perfil e objetivos. Ao final, você saberá exatamente onde colocar o seu dinheiro.

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O que define um ETF popular?

Antes de listar os principais ETFs, é importante entender o que faz um ETF se tornar popular entre os investidores brasileiros. Os fatores mais relevantes são a liquidez diária, o volume de negociações, a taxa de administração, a transparência do índice que replica e a facilidade de entendimento para o investidor comum.

Um ETF muito popular tem muitos compradores e vendedores ativos na bolsa todos os dias. Isso garante que você consiga comprar ou vender suas cotas rapidamente, sem precisar esperar por um comprador ou aceitar um preço muito diferente do valor real do ativo. Para iniciantes, portanto, começar pelos ETFs mais líquidos é sempre a escolha mais prudente.

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BOVA11: o ETF mais famoso do Brasil

O BOVA11 é, sem dúvida, o ETF mais conhecido e negociado do Brasil. Ele replica o desempenho do Ibovespa, que é o principal índice da bolsa brasileira e reúne as ações mais negociadas do mercado nacional.

Ao comprar uma cota do BOVA11, você investe automaticamente em todas as empresas que compõem o Ibovespa nas mesmas proporções do índice. Entre essas empresas estão gigantes como Petrobras, Vale, Itaú, Bradesco, Ambev, WEG e dezenas de outras.

A taxa de administração do BOVA11 é de apenas 0,10% ao ano, o que o torna extremamente barato em comparação com fundos de ações ativos. Além disso, ele tem liquidez altíssima, com milhões de reais negociados diariamente na bolsa.

O BOVA11 é ideal para quem quer ter exposição ao mercado brasileiro de ações de forma ampla, simples e com custo mínimo. É frequentemente recomendado como o primeiro ETF para investidores iniciantes no Brasil.

IVVB11: a porta de entrada para o mercado americano

O IVVB11 é o segundo ETF mais popular do Brasil e um dos favoritos entre os investidores que querem diversificar geograficamente. Ele replica o desempenho do S&P 500, o índice das 500 maiores empresas dos Estados Unidos.

Ao comprar cotas do IVVB11, você passa a ter exposição indireta a empresas como Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet (Google), Meta, Nvidia e outras gigantes da tecnologia e da economia americana. Tudo isso negociado em reais, sem precisar abrir conta em corretora estrangeira ou lidar com câmbio diretamente.

A taxa de administração do IVVB11 é de 0,24% ao ano, ainda muito baixa em comparação com fundos ativos. Historicamente, o S&P 500 gerou retornos médios anuais expressivos ao longo de décadas, o que explica a popularidade crescente desse ETF entre os brasileiros.

Uma vantagem adicional do IVVB11 é que ele funciona como uma proteção natural contra a desvalorização do real. Como os ativos subjacentes são dolarizados, quando o dólar sobe em relação ao real, o valor das cotas do IVVB11 em reais também tende a subir, protegendo o patrimônio do investidor brasileiro.

SMAL11: apostando no crescimento das pequenas empresas

O SMAL11 replica o índice Small Cap, que reúne as empresas de menor porte listadas na B3. Essas empresas, chamadas de small caps, têm menor valor de mercado em comparação com as grandes empresas do Ibovespa, mas frequentemente apresentam maior potencial de crescimento.

Historicamente, em períodos de expansão econômica, as small caps tendem a superar o desempenho das large caps, as grandes empresas, em termos de valorização. No entanto, em períodos de crise, elas também costumam cair mais. Por isso, o SMAL11 é mais adequado para investidores com maior tolerância ao risco e horizonte de longo prazo.

A taxa de administração do SMAL11 é de 0,40% ao ano. Embora seja um pouco mais alta que o BOVA11, ainda representa um custo muito baixo em comparação com fundos ativos equivalentes.

DIVO11: foco em empresas pagadoras de dividendos

O DIVO11 replica o Índice Dividendos da B3, que seleciona empresas com histórico consistente de pagamento de dividendos e boas perspectivas de continuidade dessas distribuições. As empresas que compõem esse índice passam por critérios de seleção rigorosos que avaliam a qualidade e a sustentabilidade dos pagamentos.

Esse ETF é especialmente interessante para quem quer combinar crescimento patrimonial com renda passiva. As empresas do índice tendem a ser negócios mais maduros e estáveis, o que reduz a volatilidade em comparação com o Ibovespa geral.

A taxa de administração do DIVO11 é de 0,40% ao ano. Para investidores que valorizam empresas geradoras de caixa e pagadoras de dividendos, esse ETF oferece uma forma eficiente de ter exposição a esse perfil de empresa sem precisar selecionar cada uma individualmente.

GOLD11: proteção com ouro digital

O GOLD11 replica o preço do ouro negociado no mercado internacional. Ele permite que o investidor brasileiro tenha exposição ao ouro sem precisar comprar o metal físico, contratar um cofre, pagar seguro ou lidar com a logística de armazenamento.

O ouro historicamente funciona como ativo de proteção em momentos de crise, inflação elevada e incerteza econômica. Quando os mercados de ações caem, o ouro frequentemente sobe ou mantém o valor, funcionando como um amortecedor para a carteira.

Por isso, muitos investidores usam o GOLD11 como uma pequena parcela da carteira, geralmente entre 5% e 10%, para reduzir a volatilidade geral e proteger o patrimônio em cenários adversos.

HASH11: exposição ao mercado de criptomoedas

O HASH11 replica o desempenho do Nasdaq Crypto Index, um índice que rastreia o desempenho de um conjunto de criptomoedas de grande capitalização, incluindo Bitcoin e Ethereum entre outros.

Para quem quer ter exposição ao mercado de criptomoedas de forma regulamentada e dentro da bolsa de valores, sem precisar criar conta em exchange de cripto, o HASH11 oferece essa alternativa. O investidor compra e vende cotas como qualquer outra ação na B3.

Por ser um ativo de alta volatilidade, o HASH11 tem perfil de risco elevado. Portanto, ele só faz sentido como uma pequena parcela da carteira, para investidores com perfil arrojado e horizonte de longo prazo.

Como escolher o ETF certo para o seu perfil?

Com tantas opções disponíveis, a escolha do ETF mais adequado depende de três fatores principais: seu perfil de risco, seus objetivos financeiros e seu horizonte de investimento. Veja como pensar em cada um:

Perfil conservador

Se você tem perfil conservador e prefere menor volatilidade, concentre a carteira em ETFs que replicam índices amplos e diversificados, como o BOVA11 e o IVVB11. Complementar com uma pequena parcela em GOLD11 também pode ajudar a reduzir a volatilidade geral da carteira.

Perfil moderado

Se você aceita um pouco mais de risco em troca de maior potencial de retorno, combine BOVA11 e IVVB11 como base da carteira e adicione uma parcela menor em SMAL11 ou DIVO11. Essa combinação oferece diversificação geográfica e setorial com boa relação entre risco e retorno.

Perfil arrojado

Se você tem tolerância alta ao risco e horizonte de investimento longo, pode adicionar ETFs com maior volatilidade, como SMAL11 e HASH11, em proporções maiores. No entanto, mesmo para investidores arrojados, manter uma base sólida em ETFs de índices amplos é sempre recomendável.

Como comparar ETFs antes de investir?

Antes de comprar qualquer ETF, compare os seguintes aspectos entre as opções disponíveis:

Taxa de administração

A taxa de administração é o custo anual cobrado pelo gestor do ETF. Prefira sempre o ETF com menor taxa entre opções que replicam o mesmo índice. Em ETFs de índices amplos, qualquer taxa acima de 0,5% ao ano já merece atenção e comparação.

Liquidez diária

Verifique o volume médio de negociações diárias do ETF. ETFs com baixo volume podem ter dificuldade na hora de comprar ou vender cotas pelo preço desejado. Para iniciantes, focar nos ETFs com maior liquidez é sempre mais seguro.

Tracking error

O tracking error mede o quanto o desempenho do ETF diverge do índice que ele tenta replicar. Quanto menor o tracking error, mais fiel o ETF é ao índice de referência. Essa informação está disponível no site do gestor do fundo.

Histórico de desempenho

Embora o desempenho passado não garanta resultados futuros, analisar o histórico do ETF ajuda a entender como ele se comportou em diferentes cenários de mercado. Compare o desempenho do ETF com o do índice que ele replica para verificar a qualidade da replicação ao longo do tempo.

Estratégias práticas para montar uma carteira de ETFs

Existem diferentes formas de combinar ETFs em uma carteira diversificada. Veja algumas estratégias simples e eficientes:

Carteira simples para iniciantes

Uma carteira simples e muito eficiente para quem está começando combina apenas dois ETFs: 50% em BOVA11 e 50% em IVVB11. Com essa combinação, você tem exposição tanto ao mercado brasileiro quanto ao americano, diversificação geográfica e custo total muito baixo. Aportes mensais iguais nos dois ETFs mantêm o rebalanceamento automático ao longo do tempo.

Carteira com três pilares

Uma carteira um pouco mais sofisticada pode combinar BOVA11 para o mercado brasileiro, IVVB11 para o mercado americano e SMAL11 para adicionar exposição a empresas de menor porte com maior potencial de crescimento. Uma divisão possível seria 40% BOVA11, 40% IVVB11 e 20% SMAL11.

Carteira com foco em dividendos

Para investidores que valorizam renda passiva, uma carteira composta por DIVO11, BOVA11 e IVVB11 pode fazer bastante sentido. O DIVO11 concentra empresas pagadoras de dividendos e complementa bem a diversificação dos outros dois índices mais amplos.

Perguntas Frequentes sobre ETFs Populares no Brasil

BOVA11 ou IVVB11: qual é o melhor para começar?

Os dois são excelentes para iniciantes. Muitos especialistas recomendam começar com uma combinação dos dois, pois eles se complementam: o BOVA11 investe no Brasil e o IVVB11 nos Estados Unidos. Se você precisar escolher apenas um para começar, o IVVB11 tem apresentado histórico de rentabilidade mais consistente no longo prazo, mas o BOVA11 tem menor taxa e maior liquidez na bolsa brasileira.

ETF paga dividendos?

Depende do ETF. O BOVA11 e o IVVB11 reinvestem automaticamente os dividendos recebidos das empresas do portfólio, sem distribuir para os cotistas. O DIVO11 também reinveste internamente. Portanto, se você quer receber dividendos mensais, os FIIs são uma alternativa mais adequada do que os ETFs de ações.

Posso ter mais de um ETF na carteira?

Sim, e é altamente recomendável. Combinar ETFs que replicam diferentes índices, geografias e setores é uma das formas mais eficientes de diversificar a carteira com baixo custo e simplicidade operacional.

ETF tem come-cotas?

Os ETFs de ações negociados na B3 não têm come-cotas, ao contrário de muitos fundos de investimento tradicionais. Isso representa uma vantagem tributária importante, pois o patrimônio do investidor não sofre antecipação semestral de IR.

Quanto rende um ETF por ano?

Depende do índice replicado e do período analisado. O Ibovespa rendeu em média cerca de 10% a 15% ao ano em períodos de longa duração, mas com grande variação entre anos. O S&P 500 historicamente rendeu em torno de 10% ao ano em dólares. No entanto, esses números são médias históricas e não garantem o que vai acontecer no futuro.

Conclusão

Os ETFs mais populares do Brasil oferecem uma combinação poderosa de simplicidade, baixo custo, diversificação e acessibilidade que poucas outras modalidades de investimento conseguem igualar. Para a maioria dos investidores, especialmente os iniciantes, uma carteira baseada em ETFs de qualidade é uma das estratégias mais inteligentes e comprovadas que existem.

Portanto, escolha os ETFs que fazem sentido para o seu perfil, defina uma estratégia de aportes regulares, mantenha a disciplina ao longo dos meses e deixe o tempo trabalhar a seu favor. Com paciência e consistência, os resultados aparecem de forma cada vez mais expressiva ao longo dos anos.

O primeiro passo é o mais importante. E agora você tem todas as informações necessárias para dá-lo com segurança.

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1 comentário em “Os ETFs mais populares do Brasil e como escolher o certo para o seu perfil”

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